Comentário no Estadão no Ar: Justiça só no papel

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Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, que matou Eliza Samudio, com quem tinha um filho para não ter que lhe pagar pensão e de cujo cadáver é acusado de se ter livrado contratando alguém que a jogou aos cães, disse, ao sair da cadeia em Contagem (MG) que, mesmo se existisse prisão perpétua, não teria como trazer a vítima de volta à vida. O condenado foi solto por habeas corpus concedido pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello. Os argumentos da liminar, de que ele o réu era “primário” e tinha “bom comportamento”, concorre em cinismo com essa declaração, dada à imprensa no dia em que foi liberado. A justiça não se conecta à vida real, mas ao cipoal das leis penais vigentes.

(Comentário no Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – na segunda-feira 27 de fevereiro de 2017, às 7h12m)

Para ouvir clique no link abaixo e, aberto o site da emissora, 2 vezes no play sob o anúncio em azul

http://radio.estadao.com.br/audios/detalhe/radio-estadao,o-ministro-marco-aurelio-mello-do-supremo-tribunal-federal-mandou-soltar-o-goleiro-bruno-fernandes-acusado-de-matar-a-ex-amante-eliza-samudio,707074

Para ouvir no Blog do Nêumanne, Política, Estadão, clique no link abaixo:

http://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/justica-so-no-papel/

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José Nêumanne Pinto

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